
POR ELSA LAMY
A dieta mediterrânica, (DM), assenta num padrão alimentar com mais de cinco mil anos, com origem na bacia do Mediterrâneo, influenciada pelas civilizações que por aí passaram, pelas suas migrações e pelas trocas de saberes. Pelas suas características, processos e hábitos associados, é considerada uma das formas de nutrição que mais contribui para a sustentabilidade e saúde humana, com comprovado aumento da qualidade de vida e maior longevidade.
Como principais características, entre outras, estão aspetos como o azeite, principal fonte de gordura; hortaliças e frutos em quantidade e frequência; consumo esporádico de carnes vermelhas e brancas; confeção na forma de sopas, estufados e caldeiradas, recurso à produção local; consumo sazonal dos alimentos; consumo moderado de vinho a acompanhar as refeições; frugalidade e consumo organizado por refeições em grupo.

A DM nunca foi tão promovida como nos dias de hoje, apesar de ser precisamente agora que os níveis de adesão a este padrão alimentar se apresentam baixos. Esta dieta, que vai para além de um padrão alimentar e benefícios para a saúde e prevenção de doença, tendo também em conta a forma de produção, transformação e consumo, está fortemente associada à sustentabilidade, nas suas diversas componentes, nomeadamente ambiental, social e económica.
Tudo isto torna particularmente importante e interessante focar a dieta mediterrânica num centro dedicado à agricultura, ambiente e desenvolvimento, como é o MED, que tem diversos investigadores cujas temáticas de investigação se inserem no contexto da dieta mediterrânica a diversos níveis: produto, consumidor e sistema. Focos desta investigação. são os casos do azeite e vinho, mas também de frutos e hortícolas, produtos lácteos ou produtos cárneos tradicionais de raças autóctones. Mas também aspetos associados aos fatores que podem influenciar uma maior aceitação dos produtos alimentares base neste tipo de padrão alimentar (alimentos de origem vegetal) ou na compreensão dos sistemas, nomeadamente no contributo da pequena agricultura e circuitos-curtos, característicos da dieta mediterrânica.



A A Magazine convidou a reconhecida chef Inga Martin, para criar uma receita com produtos da terra e do mar, confecionada com a sabedoria e a simplicidade da gastronomia da dieta mediterrânica. Este saber fazer, património cultural milenar, prioriza os produtos frescos e da época, estando intrisecamente ligada à história e às características de cada região.



Coloque a água numa caçarola e ferva. Junta as ervilhas e quando levantar fervura, retire do lume. Reserve 1⁄4 das ervilhas. Junte as restantes ervilhas, água, manteiga, e folhas de espinafres num robot de cozinha.Tempere com sal e pimenta. Depois de cozida tempere a corvina com sal, pimenta preta e sumo de limão. Aqueça bem uma frigideira de cozinhen e coloque as postas cerca de 5 minutos de cada lado. Sirva o aveludado com as ervilhas e a corvina. Finalize com raspa de limão e um fio de azeite virgem extra.



