Pedro Feio por Pedro Feio

Pedro Henrique Almeida ou Pedro Feio nasceu em 2001 e é um artista recém- licenciado pela Universidade de Évora e membro cofundador do Coletivo Marques Marques. Pelo facto de ter nascido em 2001 autoproclamou-se desde cedo como o primeiro e último (pelo menos por agora) grande artista do século XXI.

“Torres elétricas e uma viagem ao Algarve” é um projeto recente e em desenvolvimento, que reflete bastante bem os motivos que Feio introduz nos seus trabalhos. É um projeto sobre Torres Elétricas, e a maneira como o artista as via, que era, quando ia para o Algarve, e é universal, torres elétricas numa viagem longa.

Na sua prática artística sempre fez grande questão de largar a carga conceptual de um projeto, em prol
de uma abordagem mais universal por parte da maioria da população. O que isto acarretou para os seus trabalhos foi a procura de uma forma final que fosse interessante e criasse um meio envolvente para quem os vê. Grande parte da sua arte nasce das suas vivências. A sua arte surge daquilo que já viveu: férias com amigos, memórias de criança ou domingos que passou no sofá a ver os filmes do Rocky, do Jackie Chan ou do Charles Bronson, sendo que o Rocky se tornou uma referência nos seus trabalhos. É uma cara que já trabalhou várias vezes.

Um dos seus últimos projetos, em conjunto com Carlota Bonito, o outro membro do Coletivo, foi pendurar uma bandeira numa paragem de autocarros abandonada. A bandeira dizia: “Reclamamos esta terra em nome do Coletivo Marques Marques”, com o intuito de tentar manter a bandeira erguida durante 5 ou 7 anos para depois reclamar aquele espaço abandonado por usucapião. Esta ideia pode não funcionar, mas o ato de imaginar que sim e hastear a bandeira foi o motivo maior. É importante, mais do que fazer a arte funcionar desse ponto de vista legal, fazer a arte porque cabe aos artistas fazê-la e brincar com essa ideia de possibilidade.

Pedro Feio já esteve em exposição no CCC (Centro Cultural e Congressos), no CITA (Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos), na Fábrica Braço de Prata, e na Igreja de S. Vicente em Évora. Pedro Feio já esteve presente em catálogos onde se deu a conhecer como:
“Gosto de pensar em mim como um engenheiro estético ou conceptual, digo engenheiro, porque no meu cartão de débito está escrito: Eng. Pedro Henrique Almeida.”
E ainda;