
A exposição Tributo a Manuel Cargaleiro marca um momento de rara beleza, que encontramos nos pequenos detalhes, fixa na alma o cheiro do barro e cria memórias de infância inesquecíveis.
Uma vez mais embarcamos nestas aventuras de explorar e tentar desvendar o desconhecido. Esta exposição nasce do desafio feito pelos alunos, pela sua ousadia e coragem que nos surpreendem a cada passo, pequenos no tamanho mas grandes na curiosidade e no desejo de saber mais que os move.
A paixão pelo ensino promove estes encontros, a ideia não é formar artistas, mas sim de interligar as artes com outras disciplinas, com o intuito de desenvolver no aluno várias competências e perceber que as artes são imprescindíveis para o seu crescimento. Sendo assim, não podemos menosprezar o lugar das artes no desenvolvimento da formação da personalidade da criança. São os educadores e professores que devem introduzir as Expressões Artísticas às crianças.
Este projeto surge pequenino e vai crescendo à medida que ganha corpo, o Atelier Claro abraçou a ideia e foi muito importante pela forma generosa como acolheram, trabalharam e partilharam conhecimento, e o Festival Literário Thermos foi um parceiro maravilhoso que apoia sempre incondicionalmente estas ideias com a ânsia de descobrir “O que é que irão inventar desta vez estes alunos?”.
O resultado final ficou muito interessante e digno de ser apresentado em qualquer museu, assentaria como uma luva no Museu Cargaleiro. Mas melhor do que escrever é perceber um pouco pelas palavras dos alunos o que sentiram, o que aprenderam e como foi divertido todo o processo.
por Francisco Bernardo, professor do Primeiro Ciclo.
vídeo: Atelier Claro


Como começou o Projeto?
Nós inspirámo-nos num quadro que ele fez. Com quadrados. E também nos inspirámos num que tinha uma coisa que parecia o jogo do galo, que tinha um X e também umas bolinhas. Achámos super fixe, com as texturas mais finas. E também quero agradecer às meninas do Atelier Claro por nos terem ajudado.
Maria Piairo
Eu vi um quadro, num vídeo que o professor nos mostrou, que foi um vídeo do Cargaleiro a mostrar os quadros atrás. Eu vi um quadro que de longe, parecia que estava todo preenchido, mas mais aproximado, parecia que tinha espaços brancos. E parecia que era uma ilusão de óptica. O que mais gostei foi de pintar.
Tomás Castro
O Manuel Cargaleiro inspirou se na Maria Helena Vieira da Silva com as suas formas. E brincava muito com as formas.
Theó Silva
Eu gostei muito de fazer a massa. A massa ficou com algumas rachadelas. Gostei de pintar, apesar das rachadelas que obrigaram algumas pessoas a repetir o trabalho de barro outra vez.
Matias Costa
O Manuel Carvalheiros fazia mantas com quadrados, bolas, X. E depois ele inspirou-se e fez os quadros graças à sua mãe. Eu gostei muito de pintar e de fazer os quadrados e os X. O que eu gostei mais foi de fazer a peça de cerâmica.
Sérgio Silva
Eu gostei de fazer o barro. Gostei de fazer os triângulos. Gostei de pintar. Gostei da maneira como a textura do barro era feita, era muito lisa. E aprendi que os pintores precisam de muito trabalho para fazer as suas artes.
Lucas Marques
O Manuel Cargaleiro faz as formas geométricas como na matemática. E faz as experiências. E o que eu gostei mais de fazer no barro foi fazer a pintura.
Salvador Pereira
A experiência foi muito fixe de fazer com barro. Depois o professor comprou o livro e depois nós começamos a ter ideias de fazer um Cargaleiro. E começámos a fazer experiências e gostámos muito. Eu gostei muito. Porque depois nós conseguimos fazer uma exposição. Eu gostei mais de fazer a cerâmica com as linhas.
Mariana Silva
O próximo projeto?
Vamos tentar continuar a ter forças para enfrentar os desafios da escola pública e permanecer fortes. Desejamos continuar o nosso percurso e deixar espaço para experiências que permitam uma abordagem significativa e permitam criar momentos inesquecíveis e quem sabe fazer a diferença!
Francisco (professor)






