


O Castelo do Alandroal, no Alentejo, tem uma arquitetura militar medieval. Duas inscrições lapidares fixam-lhe a cronologia com rara precisão. Foi iniciado em fevereiro de 1294 e concluído quatro anos depois, sob direcção de Galvo, um mestre mouro. No entanto, anteriormente, já o território estaria sob a esfera de influência da Ordem de Avis, cuja presença económica e estratégica marcaria profundamente o concelho.
A narrativa fundacional permanece envolta em equívocos documentais. Embora o foral manuelino de 1514 evoque uma carta atribuída a D. Afonso Henriques, a historiografia aponta antes para 1486, no reinado de D. João II, como data mais plausível. O castelo, contudo, revela-se menos como palco de confrontos diretos e mais como base de projeção militar.
Há registo de que em 1384, sob o comando do alcaide Pêro Rodrigues, resistiu com sucesso a forças pró-castelhanas. Durante as Guerras da Restauração, o Alandroal reforça a sua vocação logística, sustentando tropas e cavalaria numa retaguarda onde a abundância de água era ativo decisivo.
Arquitetónicamente, o conjunto, castelejo e alcáçova, conserva uma matriz islâmica. Torres, portas e vestígios como a cisterna e o pátio de armas testemunham uma continuidade funcional e simbólica.

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A origem do Castelo de Terena recua, provavelmente, ao século XIII, num tempo de organização do território e fixação de poder. A tradição aponta para D. Dinis, os documentos inclinam-se para D. João I, já sob a órbita da Ordem de Avis.
Mais do que uma obra de fundação clara, o castelo é resultado de camadas. A intervenção manuelina deixou marca visível na entrada, onde o decorativo se sobrepõe à função. Séculos depois, o Terramoto de 1755 expôs fragilidades, parte do que
hoje se vê é reconstrução, nem sempre concluída. Sem monumentalidade excessiva, Terena afirma-se pela escala, pelo contexto, mas principalmente pela sua beleza sóbria medieval. É um castelo de fronteira, mais prático do que simbólico, onde a história se lê nas adaptações e não nas certezas.

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Conhecida como a “sentinela do Guadiana”, por se encontrar num cerro elevado sobre as margens do rio, esta povoação, em particular o seu castelo, parece ter tido uma fundação bastante antiga. A construção da estrutura medieval mostra aproveitamento de materiais de construção romanos e visigóticos, não se podendo afirmar com certeza que tenha tido ocupação dessa época.
As primeiras referências a Juromenha aparecem em textos árabes por volta dos finais do século VIII e, sobretudo, no século IX, quando os muladis – novos muçulmanos de origem ibérica – insatisfeitos com a sua posição na estrutura social islâmica se começam a revoltar e se constituem movimentos de autonomia. Após o fim do califado de Córdova, no início do século XI, e do fim do reino taifa de Badajoz (ao qual Juromenha pertence) os dois movimentos reformistas berberes, Almorávidas e Almóadas, são quem governa na região até esta ser conquistada, em 1167 por Giraldo sem Pavor, a quem se diz que D. Afonso Henriques nomeou alcaide. Na última fase de ocupação islâmica, acredita-se que Juromenha tenha sido uma azóia, local defendido por muçulmanos voluntários que dividiam o tempo entre as atividades bélicas e espirituais. Desta cronologia pertencem a porta, as torres que a ladeiam e o pano de muralha em taipa militar.


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