
O Plano de Ação Regional para a Cultura do Norte definiu como prioridade a criação de uma Rede Regional de Museus de Território, um sistema que articula museus, centros interpretativos e outras estruturas de base local, com o objetivo de valorizar patrimónios materiais e imateriais que definem a identidade cultural do Norte de Portugal.
A ideia é simples, mas estruturante, reconhecer o museu de território como uma instituição ancorada num espaço concreto e numa comunidade que o reivindica como seu. Um museu que protege, interpreta e ativa recursos patrimoniais (sociais, históricos, naturais) e que se afirma como agente de desenvolvimento cultural e cívico.

A Rede integra mais de quarenta museus com reconhecido interesse público. Nesta edição, destacam-se cinco exemplos que ilustram a diversidade e a vitalidade deste movimento: a Casa da Memória de Guimarães, o Museu de Mogadouro, o Núcleo Museológico de Favaios – Pão e Vinho (Alijó), o Museu do Alvarinho (Monção) e o Museu de Braga. Mais do que pontos no mapa, estes museus funcionam como laboratórios vivos de identidade e como plataformas de diálogo entre passado, presente e futuro. São contributos essenciais para uma cultura regional mais coesa, consciente e participada.



