A Magazine Nº3

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“Heróis do mar, nobre Povo, nação valente, imortal. Levantai hoje de novo, o esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, ó Pátria, sente-se a voz dos teus egrégios avós, que há de guiar-te à vitória!” Excerto de A portuguesa (1890), com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, foi adaptada para Hino de Portugal em 1910.

É inevitável a surpresa com a envergadura das embarcações do século XV que zarpavam à descoberta de novos mundos num mar desconhecido, adverso, com a insegurança do incipiente conhecimento náutico da época. É um feito cantado por poetas ao longo dos séculos, mas que ainda hoje impressiona.

Muitas dessas viagens nunca chegaram a bom porto e o fundo do mar está repleto de histórias por contar, tesouros por descobrir, mas também de lágrimas de Portugal. Em terra, ficam famílias, gerações e gerações, que transmitem saberes muito antigos. Artes, tradições algumas já extintas, mas que a contemporaneidade deve acalentar, proteger e divulgar.