
DESMONTAGEM
Há um momento em que aprender já não serve. Não abre caminho, não acrescenta, só repete. É aí que Guilherme começa.
DESMONTAGEM nasce desse ponto. Não como rutura forçada, mas como um desvio consciente. Um afastamento da tipografia, dos sistemas, da clareza que define grande parte do seu percurso enquanto designer. Aqui, o trabalho acontece noutro lugar. Mais físico, mais instável, menos resolvido.
A exposição, com abertura a 3 de abril no Local Café, nas Caldas da Rainha, reúne um conjunto de peças em tinta e colagem sobre papel. Um corpo de trabalho construído ao longo dos últimos meses, onde a composição deixa de ser um exercício de controlo e passa a ser um campo de tensão.
Guilherme trabalha sobre um estado primário. Um lugar onde as referências não desaparecem, mas são desmontadas, fragmentadas, reorganizadas de forma pouco ortodoxa. Há uma tentativa constante de desaprender para voltar a tocar nas coisas como se fosse a primeira vez. As peças não procuram fechar. Permanecem em aberto, em movimento, a recomeçar dentro delas próprias.
O seu percurso começa em 2016, no graffiti, nas ruas da zona oeste. É aí que se constrói a base de uma linguagem visual que mais tarde se traduz em projetos de branding e direção criativa. Com formação em design gráfico e experiência profissional fora de Portugal, regressa às Caldas da Rainha onde funda a Turma Creative.







