
A Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, entidade dedicada à preservação do património arquitetónico e cultural, possui uma longa história de envolvimento em projetos de conservação e restauro. A Câmara Municipal de Ponte de Sor, por sua vez, tem se destacado pelo seu empenho no desenvolvimento cultural e patrimonial da cidade e da região.

Sem Título, Fernanda Fragateiro, tinta da China s/ papel 17x 25 cm, 1994. Fotografia de: José Manuel Vasconcelos
O protocolo entre a Câmara Municipal de Pontede Sor e a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna representa um marco significativo na cooperação entre estas duas instituições para a defesa e promoção do património cultural. Este acordo, estabelecido com o objetivo de unir esforços para a promoção de atividades culturais, só foi e é possível pela convicção de todas as figuras ímpares da cultura portuguesa que nele continuam a participar, acreditaram e afiançam que só o investimento na educação e na cultura promove o desenvolvimento, a riqueza e a liberdade para as gentes desta comunidade.

Sem Título, Pedro Calapez, serigrafial 91,5 x 71 cm, 1998. Fotografia de: José Manuel Vasconcelos
O impacto desta colaboração foi sentido no enriquecimento do calendário cultural de Ponte de Sor. Diversos eventos, incluindo exposições, concertos e palestras, foram organizados em conjunto, atraindo visitantes de todas as partes do país e fomentando uma maior apreciação pela história e cultura do Alentejo. Ao longo dos anos, o protocolo foi ampliado para incluir novos projetos e áreas de cooperação – workshops, visitas guiadas e conferências são algumas das atividades desenvolvidas no âmbito desta iniciativa.

Poeta Chama Poeta I, Ana Hatherly, crayon e ponta de feltro 41 x 46 cm. Fotografia de: José Manuel Vasconcelos
Tais programas têm como objetivo sensibilizar as novas gerações para a importância da preservação do património e inspirar futuros profissionais nas áreas da História, conservação e turismo cultural.
Ao longo de 32 anos ininterruptos, o protocolo entre a Câmara Municipal de Ponte de Sor e a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna nunca foi posto em causa por qualquer dos participantes, sobrevivendo inclusive às alterações políticas da Câmara Municipal de Ponte de Sor. Também a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna com D. Fernando Mascarenhas, D. José Maria Mascarenhas e mais recentemente D. António Mascarenhas jamais colocaram em causaa bondade deste protocolo. É um exemplo notável de como a colaboração entre instituições pode resultar em benefícios significativos para a preservação do património cultural e o enriquecimento da vida comunitária. Também ao abrigo deste protocolo, o Município de Ponte de Sor constituiu uma colecção de arte através de aquisições e doações de artistas ao Município no decorrer das exposições.

Sem Título, Eduardo Nery, Guache s/ papel, 87,5 x 61 cm, 2000. Fotografia de: José Manuel Vasconcelos
Com uma história de sucesso e um futuro promissor, esta parceria continua a desempenhar um papel crucial na valorização da história e da cultura na comunidade.



