
Por Hermínia Vasconcelos Vilar
A Universidade de Évora comemora este ano 50 anos da sua refundação como Instituto Universitário de Évora. Fá-lo ciente de que as suas origens se encontram no século XVI e na bula que, a 1 de novembro de 1559 a instituiu como a segunda mais antiga universidade portuguesa.

Mas a sua refundação há 50 anos, no âmbito da chamada Reforma Veiga Simão, em 1973, assume também uma enorme importância, não só pelas transformações trazidas para o território com a presença da nova instituição de ensino mas, sobretudo, pelo alcance que a referida reforma viria a assumir nos anos subsequentes com a revolução do 25 de abril. A extensão da rede universitária e a multiplicação dos polos de ensino superior permitiram o alargamento da base de recrutamento e de formação de estudantes, alargaram a formação a novos grupos, abriram e consolidaram novos eixos de mobilidade social, descentraram uma formação superior limitada a alguns, poucos, centros urbanos levando dinamismo a novas regiões e territórios, multiplicando os polos de produção de conhecimento e de cultura.
É tudo isto e muito mais que comemoramos este ano e continuaremos a comemorar no próximo ano: a importância e o alargamento da formação a novas camadas da população que a democracia trouxe e consolidou e que nos permitiu chegar aos níveis de formação superior que hoje temos, especialmente nas camadas mais jovens.

Enquanto instituição de produção cultural, de conhecimento fundamental e de formação, a universidade no seu todo e a Universidade de Évora, em particular, deve assumir igualmente a sua responsabilidade na formação de futuros cidadãos atentos à importância da educação e da cultura como motores essenciais para o desenvolvimento e a inovação que todos pretendemos para o futuro da nossa sociedade.
NOVEMBRO DE 2023


