
O PRINCÍPIO
Benedita Pereira, natural do Porto, cresceu na zona da Foz. Aos oito anos ingressa numa escola de teatro apercebendo-se logo que esse será o seu sonho, ser atriz. Aos 17 anos começa a sua carreira como protagonista de uma série de televisão e aos 22 anos decide ir viver para Nova York, onde estuda representação, tendo a oportunidade de fazer teatro, televisão e cinema. “Apaixonei-me por Nova York e por todas as possibilidades que me trazia”, também trabalhou em Los Angeles e São Francisco.
“Senti que ali o horizonte era quase infinito.”

EM NOVA YORK
Porque a vida em Nova York é muito cara e muito difícil, mas também pode ser muito boa, Benedita admite que estabelece com a cidade uma relação de quase amor-ódio. Fez muitos castings e esteve várias vezes em situações que poderiam ter mudado a sua vida.
“Cheguei a passar várias fases de casting e a ler com um ator muito conhecido para um filme cheio de estrelas, mas não aconteceu e tive de aprender a lidar com isso”.

Jóias, Carolina Curado Jewellery e Celine (Loja das Meias). Vestido, Miguel Vieira. Fotografia João Bettencourt Bacelar
DE REGRESSO A PORTUGAL
Aos 29 anos decide regressar a Portugal, na sequência de diferentes convites para trabalhar, mas também porque percebe que a indústria mudou, não havendo necessidade de se manter nos Estados Unidos para conseguir continuar a trabalhar em produções internacionais.
“Quero muito ter trabalhos lá fora, seja em espanhol ou em inglês, gosto de me sentir desafiada no sentido de poder interpretar em diferentes línguas, mas quero continuar a trabalhar em Portugal e, também tenho os meus projetos”.

Jóias Celine (Loja das Meias) e Carolina Curado Jewellery. Fato, Luís Carvalho . Fotografia João Bettencourt Bacelar
FONTE DE INSPIRAÇÃO
“As minhas grandes referências são os atores Sandra Faleiro, Isabel Abreu e Diogo Infante, e, os realizadores Tiago Guedes e Marco Martins. Internacionais, o realizador Thomas Andersen, sendo o filme Phantom Thread o meu preferido, Daniel Day Lewis, Cate Blanchett, Kate Winslet e, Carrie Mulligan. Por coincidência vi-a há uns anos na Broadway a interpretar a mesma personagem que tenho estado a interpretar na peça Telhados de Vidro com Diogo Infante”.

Jóias Carolina Curado Jewellery. Camisa e calças, Miguel Vieira Fotografia João Bettencourt Bacelar
OPORTUNIDADES E PARIDADE
“Em Portugal, não temos mercado para um realizador escolher uma musa ou sempre os mesmos atores, mas acontece e diminui muito as hipóteses de outros profissionais trabalharem. Às vezes sinto algum preconceito em relação a mim, as pessoas acham que já sabem do que eu sou capaz. Mas quando me vêem, por exemplo numa peça de teatro, são capazes de me dizer que ficaram surpreendidas. Aconteceu, um realizador que depois de assistir a um espetáculo meu, disse-me que ia ter que engolir um grande sapo. Lá fora não acontece assim, há muitas oportunidades de fazermos castings e darmos provas, não há certos preconceitos”.

Selfie, durante a rodagem de Versailles, com os atores Jessica Clark (Elizabeth Charlotte) e Steve Cumyn (Jean-Baptiste Colbert)

Cartaz da peça Telhados de Vidro

Cartaz da peça Pulmão



