ARCO LISBOA

“A ARCO LISBOA é muito importante para a qualidade da arte portuguesa e, tem sido uma mais-valia no crescimento da arte contemporânea. Organizamos esta feira porque acreditamos que a arte contemporânea é um bem para toda a sociedade”

 

Maribel López

Diretora ARCO MADRID.

Astronauta, “Path to the Stars”, 2022, Impressão jacto de tinta sobre papel de algodão, 250 x 150 cm (6 partes 83 x 75 cm). Ed. 3.
Na ARCOLisboa, Mónica de Miranda está a exibir uma obra fotográfica apresentada pela primeira vez durante a Biennale Arte 2022, na Biennale di Venezia, e na 12ª Bienal de Berlim. Astronauta, da série Path to the Stars, foca nas lutas das mulheres ao longo da história, incluindo colonização, género e identidade. Este poliptico utiliza a figura da criança astronauta, referindo-se ao afrofuturismo e ao impulso de redesenhar narrativas passadas e reinventar um futuro que conecta o material ao espiritual. As estrelas existem na interseção entre a ciência e a magia, no centro do tempo cósmico — o tempo do universo.

Acontece de 29 de Maio a 1 de Junho, na Cordoaria Nacional, a oitava edição da ARCO LISBOA, feira internacional de arte contemporânea organizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa. Terá a participação de 81 galerias nacionais e internacionais, sendo as obras selecionadas de vanguardas históricas, clássicos contemporâneos e arte atual, de forma a reforçar a capital portuguesa, como um dos grandes centros artísticos da Europa.

lago, 2024, Watercolor, acrylic and color pencil on paper, 21 x 29,5 cm. Maria Condado apresenta uma tela de 366 x 200 cm que cobre uma parede do stand da galeria, criando um espaço onde o ateliê da artista se insere deliberadamente no contexto público da exposição. Nesta obra, assim como nas peças de menor formato, Condado explora narrativas visuais e cenários oníricos que mergulham o espectador num envolvente jogo de manchas distintas, texturas e cores, onde o movimento se torna um elemento crucial da percepção e da experiência humana.

“A Feira da ARCO tem contribuído seriamente para fortalecer o setor da arte contemporânea em Portugal. Desde que inaugurou, inauguraram também com ela outras feiras de arte, abriram galerias, é importante que fique, se estabeleça e tenha consistência. O objetivo desta feira será sempre ser um eixo na Península Ibérica e o grande desafio é torná-la cada vez mais internacional.

Há uma aposta da feira na renovação do tecido social e da sua sustentabilidade, tendo o Ministério da Cultura como patrocinador oficial da entrada gratuita dos jovens até aos 25 anos, sexta e sábado a partir das três da tarde. Porque os jovens são os futuros artistas, curadores, colecionadores, galeristas, críticos de arte e o público de amanhã. A educação é o futuro de tudo”

Rita Sousa Tavares

Diretora ARCO LISBOA.

 

Joana Vasconcelos. Empty Quarter, 2017. © Atelier Joana Vasconcelos.
Joana Vasconcelos expõe esculturas têxteis da série Bestiario, compostas por figuras de animais revestidas com crochet feito por artesãs da ilha do Pico. Estas peças envolvem os animais numa “segunda pele” que esbate a linha entre o doméstico e o selvagem. A artista questiona os papéis tradicionais ligados ao trabalho têxtil e reflete sobre a forma como tentamos domesticar a natureza.

DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única. “Ao trabalhar sobre as roças de São Tomé, apercebi-me ao percorrer os seus enormes espaços, muitos ainda hoje habitados pelos antigos serviçais ou seus descendentes, em como este longo capítulo da colonização portuguesa necessita de ser relembrado e, porventura, mais estudado.

Tiago Mestre. Installation View – 2024 – Courtesy of the Artist.
Tiago Mestre, artista português a viver no Brasil, apresenta paisagens escultóricas que reimaginam a natureza como um terreno instável e em constante mutação. Em obras como Lago com Sol, cria formas orgânicas e corporais que sugerem uma paisagem que se dobra sobre si mesma, abrindo espaço para repensarmos a nossa ligação com o meio natural.
Ao reunir quatro vozes distintas de diferentes geografias e práticas, After Nature levanta questões sobre a forma como hoje percebemos o mundo natural — e o que poderá restar depois.