Por Francisco Bernardo
Alunos da Escola da Charneca homenageiam Helena Almeida com exposição inspiradora. Esta exposição de pintura está integrada no Festival Literário Thermos, iniciativa que resulta de uma parceria do Município de Guimarães, da Junta de Freguesia de Caldelas, da Cooperativa Taipas Termal e do Agrupamento de Escolas das Taipas. O legado de Helena Almeida, figura incontornável da arte contemporânea em Portugal, foi celebrado com criatividade e sensibilidade pelos alunos do 1.º ano da Escola da Charneca, pertencente ao Agrupamento de Escolas das Taipas. A artista, conhecida pelo uso do corpo como meio de expressão plástica, serviu de inspiração para uma rara e expressiva exposição criada pelas crianças, baseada na sua emblemática série “Pintura Habitada”.

Com apenas sete anos, os jovens artistas mergulharam no universo de Helena Almeida, reinterpretando a sua abordagem inovadora onde o corpo deixa de ser apenas tema e passa a ser ferramenta. Munidos de pincéis, fotografias e, sobretudo, da sua própria imaginação, os alunos deram forma a obras surpreendentes que evidenciam uma notável evolução na sua literacia artística.

“Helena Almeida mostrou-nos que o corpo pode pintar, pode dizer coisas sem palavras. Nós também conseguimos!”, contou entusiasmado o Dinis, um dos alunos participantes. O professor responsável pelo projeto, Francisco Bernardo, sublinha o impacto da atividade: “Trabalhar com os alunos esta linguagem visual tão forte ajudou-os a compreender que a arte não está só nos museus, está em nós. Eles aprenderam a pensar com o corpo, a observar, a comunicar de forma diferente.”


A exposição resultante, patente no Antigo Mercado das Taipas, não só revela a originalidade e o potencial artístico das crianças, como também reforça a importância de integrar referências artísticas nacionais no currículo escolar. Para muitos, foi a primeira vez que ouviram o nome de Helena Almeida, mas certamente não será a última.

A exposição resultante, patente no Antigo Mercado das Taipas, não só revela a originalidade e o potencial artístico das crianças, como também reforça a importância de integrar referências artísticas nacionais no currículo escolar. Para muitos, foi a primeira vez que ouviram o nome de Helena Almeida, mas certamente não será a última.
O projeto é também uma demonstração de como a escola pode ser um espaço de criação e não apenas de transmissão de conhecimento. Num país onde, muitas vezes, o ensino das artes é secundarizado, iniciativas como esta destacam o valor da educação artística no desenvolvimento integral das crianças.
Helena Almeida, que deu ao corpo e à presença feminina uma voz poderosa na arte, é agora celebrada por quem começa a dar os primeiros passos no mundo. E fê-lo, como sempre desejou: com liberdade, expressão e muita imaginação. A exposição estará patente de 30 de maio a 30 de junho, no Antigo Mercado das Taipas em Guimarães.

