Exposição de Cerâmica Cosmic Debris, no Palácio D. Manuel, Évora

Fotografia João Bettencourt Bacelar

Denominada Cosmic Debris, Manuel Seita apresenta um conjunto de obras realizadas entre 2007 e 2024 com recurso a pastas cerâmicas, barros de vários tipos e outros materiais, tornando visível o percurso do artista e as suas inquirições. Com curadoria de José Alberto Ferreira, a exibição pode ser visitada entre 1 de Março e 23 de junho, de segunda a sábado entre 09h30 às 12h30, e 14h00 às 18h00 no Palácio D. Manuel em Évora

Em Cosmic Debris, Manuel Seita apresenta um conjunto de obras realizadas entre 2007 e 2024 com recurso a pastas cerâmicas, barros de vários tipos e outros materiais, tornando visível o percurso do artista e as suas inquirições. O espaço organiza-se em núcleos que ora se reportam a formas (linhas, torsões, volumes), ora a figuras (cabeças, corpos), ora ainda a arquitecturas (estruturas, modelos, padrões).

Um poema de Al-Mu’tamid, poeta nascido em Beja no século X, figura emblemática do Al Andaluz, encerra a exposição, com os seus caracteres árabes interpelando, pelas janelas da galeria, a cidade e o seu passado, talvez assim confirmando, com Nietzsche, que é preciso sentir de maneira cósmica.

O artista nasceu em Vila Verde de Ficalho, em 1970, e reside em Almodôvar. Dedica-se às artes plásticas desde 1990, tendo participado em várias exposições coletivas e individuais com desenhos, pintura e cerâmica. Na cerâmica, o seu percurso iniciou-se no Centro de Formação de Artistas e Artesãos de Reguengos de Monsaraz. Em busca de uma abordagem renovadora das formas da tradição, frequentou vários estágios e workshops. Em 2005 terminou a licenciatura em escultura do curso de Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Expõe regularmente e tem participado em residências internacionais, das quais se destaca, em 2023, a International Ceramics Studio, em Kecskemét, na Hungria.Em 2024 foi o primeiro artista português a participar no XXIV Kohila Symposium,na Estónia.