FINALMENTE O CAM

Por Susana Jacobetty

Fotografia João Bettencourt Bacelar

O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, reabre ao público no dia 21 de Setembro com a inauguração de diversas exposições, numa mostra com cerca de 350 obras. A remodelação do edifício é da autoria do arquitecto japonês Kengo Kuma, sendo o novo jardim desenhado pelo paisagista Vladimir Djurovic.

Kengo Kuma

Conversa com Benjamin Weil e Kengo Kuma

António Feijó, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

O CAM é um dos locais mais representativos do cruzamento entre arte, natureza e família, em Lisboa. Procurado por um público amplamente transversal, é um espaço para ser vivido, contemplado, que dá a conhecer e onde se aprende. Inaugurado em 1983, detém no seu acervo uma coleção com mais de 12 mil obras de arte moderna e contemporânea, maioritariamente de artistas portugueses. Com a aquisição do jardim do palácio Villalva à Fundação Eugénio de Almeida em 2005, encerrou em 2020 para obras de ampliação do seu espaço verde e extensão do perímetro do campus cultural da Fundação.

Perante a necessidade de conceber um projecto para este acréscimo de jardim, perguntei a Vladimir Djurovic, quando este visitou a Fundação Calouste Gulbenkian, o que é que estava a pensar fazer. A resposta dele foi “nada”. Porque o que os arquitetos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto fizeram no final da década de sessenta, prefigurava tudo o que hoje é prática no paisagismo mais interessante. O que caracteriza o novo desenho é uma tentativa de prosseguir o que os arquitetos primordiais teriam feito, se hoje estivessem na posição de o poder fazer.

António Feijó, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

Director do CAM, Benjamin Weil

Ana Botella, diretora Adjunta do CAM

O novo CAM mantém-se fiel à missão de apresentar novas formas de arte, procurando responder às atuais necessidades dos artistas e do público.

Benjamin Weil, diretor do CAM

Fica sublinhado o cruzamento harmonioso que aqui temos entre arquitetura e natureza ativado pela arte e as ideias contemporâneas. O quarto elemento que é absolutamente fundamental nesta equação é o público.

Ana Botella, diretora adjunta do CAM

Mutsumi Urano, galerista e Emannuelle de Montgazon, curadora da Temporada Japonesa

Cristina Casalinho
Administradora executiva Gulbenkian

António Cruz Serra,
administrador executivo Gulbenkian

Para a inauguração do seu novo edifício, o CAM convidou a artista Leonor Antunes a apresentar um novo projeto que ocupará a totalidade da sua galeria principal.

Concebida pelo artista e arquiteto franco-português Didier Fiúza Faustino, a H BOX é uma sala de projeção móvel que viaja por museus, bienais e festivais, e chega agora ao CAM, trazendo um novo espaço dedicado à videoarte.

Queremos que o Cam seja artist centered.

Benjamin Well, diretor do CAM

A obra do artista multidisciplinar Fernando Lemos e a sua relação com o Japão é um dos grandes destaques da abertura do novo edifício do CAM.

A nova loja do Centro de Arte Moderna com curadoria de Susana Prudêncio, apresenta um conceito diferenciador, no sentido de ter peças, objectos e produtos de artistas, designers e criadores maioritariamente portugueses.

CONHEÇA AQUI O PROGRAMA DA FESTA DE ABERTURA DO CAM (21-22 Stembro 2024). Estão todos convidados!