por Susana Jacobetty
Aconteceu em Lisboa no hotel Tivoli Avenida da Liberdade, a inauguração da exposição Mily com curadoria de Felipa Almeida, que estará patente até dia 15 de junho. Esta mostra decorre no âmbito da Lisbon Design Week, sendo a segunda exposição de 2024 do icónico hotel alfacinha, no contexto do “Tivoli Art Collection – Make Room for the Masterpieces “.
A exposição apresenta uma coleção de nove jarras de flores inéditas, inspiradas em obras da artista portuguesa Mily Possoz, pelas artistas Henriette Arcelin, Maria Paz Aires e Maud Téphany. Desafiadas por Felipa Almeida a selecionarem cada uma, três obras da Mily Possoz, pertencentes ao espólio do hotel e, a criarem três jarras em cerâmica com base nas obras escolhidas. Nesta exposição, estão presentes não apenas as jarras, mas também as obras que serviram de inspiração para a conceção das peças.
O Tivoli Avenida da Liberdade detém um relevante e único acervo de obras desta artista, nomeadamente de um conjunto de aguarelas, tapeçarias e óleos de Mily Possoz, que aqui permanecem e constituem a maior coleção privada da artista, que foi pioneira do Modernismo português.
Émilie Possoz, nasceu a 4 de Dezembro de 1888 nas Caldas da Rainha, Portugal. Filha de pais belgas, muito nova começou a frequentar o atelier de Enrique Casanova, o aguarelista do rei D. Carlos I e da rainha D. Amélia. Participa em exposições nacionais e internacionais ao longo dos anos, vencendo vários pertinentes prémios no mundo das artes, como o Prémio Souza Cardoso em 1942. Mily, junta-se assim a outras artistas extraordinárias da sua época, que a história não quer deixar esquecer.
Quandros de Mily Possoz que serviram de inspiração para as artistas








Felipa Almeida

Para a curadora Felipa Almeida, “a ideia de desenvolver um projeto ligado à obra da artista Mily Possoz acompanha-me há bastante tempo. É uma artista que muito admiro, e sinto que é pouco conhecida – ou, pelo menos, não valorizada o suficiente. O que mais gosto no seu trabalho é a força das cores e a subtileza do traço. Quando fui desafiada para desenvolver um projeto de curadoria no Tivoli Avenida Liberdade, senti que seria finalmente a oportunidade de trabalhar sobre a Mily Possoz. Apeteceu-me estabelecer uma ligação entre a sua obra e a cerâmica. A jarra de flores pareceu-me o objeto mais adequado para celebrar a beleza da primavera e homenagear a ligação forte da artista com a natureza. Convidei, então, três artistas a escolherem, dentro da coleção do Tivoli Avenida Liberdade, obras que as inspirassem a produzir jarras de flores para criar nesta exposição um diálogo entre gerações de mulheres artistas de diferentes nacionalidades e percursos artísticos em torno do universo encantador da artista Mily Possoz”.
Henriette Arcelin




Maud Téphany




Maria Paz Aires




Almoço de imprensa no dia da inauguração da exposição
Fotografias dos quadros de Mily Possoz: O Apartamento
Fotografias artistas e obras: João Bettencourt Bacelar


