Fotografia e vídeo: Maria Jacobetty Bacelar

YAYOI KUSAMA 1945 – HOJE
Artista e escritora japonesa, Yayoi Kusama (n. 1929, Matsumoto, Nagano), surgiu como ícone cultural global do séc. XXI ao persistir na sua intransigente visão vanguardista. Ao longo das últimas sete décadas, esta artista refinou uma singular estética pessoal, a par de uma filosofia de vida fundamental. A obra de Kusama cativa milhões de pessoas ao permitir vislumbrar o espaço ilimitado e reflexões sobre os ciclos naturais de regeneração.

Yayoi Kusama: 1945 — Hoje narra a história da vida e obra da artista, destacando o seu desejo de interconexão e as perguntas profundas sobre a existência que orientam as suas explorações criativas. Com cerca de 160 trabalhos, incluindo pinturas, desenhos, esculturas, instalações e materiais de arquivo, esta exposição explora a carreira de Kusama desde os seus primeiros desenhos, feitos na sua adolescência durante a Segunda Guerra Mundial, às suas obras de arte imersivas mais recentes. Organizada cronologicamente e por temas, esta exposição retrospetiva conduz os visitantes através da produção criativa de toda uma carreira, dividida por grandes temas: Autorretrato, Infinito, Acumulação, Conectividade Radical, O biocósmico, Morte e Força de Vida.

A ideia de infinito é permanente na arte de Kusama. Ao longo da sua carreira, a artista criou pinturas, esculturas e ambientes que estimulam a sensação de espaço infinito. Em 1957, Kusama deixou o Japão pelos Estados Unidos da América. Ambiciosa e determinada, procurou fazer-se notar entre os artistas da vanguarda nova-iorquina. Inspirada pela sua experiência de ver o Oceano Pacífico a partir do avião durante a viagem, começou a pintar Infinity Nets [Redes Infinitas], uma série de pinturas enormes cobertas de pinceladas que parecem mover-se num ciclo infinito. Kusama continuou a incorporar motivos informados por padrões encontrados na natureza nas pinturas que criou nas décadas posteriores. Captar o infinito através da arte, tornou-se na forma de Kusama expressar os seus sentimentos relativamente à complexidade infinita da vida.








A ideia de infinito é permanente na arte de Kusama. Ao longo da sua carreira, a artista criou pinturas, esculturas e ambientes que estimulam a sensação de espaço infinito. Em 1957, Kusama deixou o Japão pelos Estados Unidos da América. Ambiciosa e determinada, procurou fazer-se notar entre os artistas da vanguarda nova-iorquina. Inspirada pela sua experiência de ver o Oceano Pacífico a partir do avião durante a viagem, começou a pintar Infinity Nets [Redes Infinitas], uma série de pinturas enormes cobertas de pinceladas que parecem mover-se num ciclo infinito. Kusama continuou a incorporar motivos informados por padrões encontrados na natureza nas pinturas que criou nas décadas posteriores. Captar o infinito através da arte, tornou-se na forma de Kusama expressar os seus sentimentos relativamente à complexidade infinita da vida.

Mensagens de amor, paz e coletividade permeiam a arte de Kusama desde a década de 1960. Para a artista, a arte é uma prática meditativa e terapêutica, que ela realiza para transformar as suas dificuldades. Na sua carreira mais tardia, a força de vida e o poder curativo da arte tornaram-se temas dominantes. Kusama relaciona frequentemente o seu estado mental com as condições sociais que observa. A guerra, a industrialização e degradação ambiental são experiências coletivas desorientadoras. Lamentando a violência no mundo na viragem do milénio, Kusama declarou que iria “criar arte para curar a humanidade”.
Texto: Museu de Arte Contemporânea de Serralves


