Prémio Vergílio Ferreira 2024

A Universidade de Évora atribui desde 1997 o Prémio Vergílio Ferreira ao conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa destacado no âmbito da narrativo e/ou do ensaio.

Foi em 1959 que Vergílio Ferreira (1916-1996) publicou o livro que lhe rendeu o Prémio Camilo Castelo Branco da Sociedade Portuguesa e também aquele que o ligará para sempre a Évora. A obra “Aparição” retrata a cidade, na qual o autor ainda viveu, durante a época do salazarismo, fazendo referência a algumas marcas ainda presentes nos dias de hoje e levando o leitor a conhecer alguns dos locais mais emblemáticos de Évora, como é o caso do próprio Colégio do Espírito Santo. A cerimónia de entrega do Prémio Vergílio Ferreira realiza-se anualmente a 1 de março, o dia em que se assinala também o aniversário da morte do seu patrono.

A Universidade de Évora anunciou que o júri, reunido esta terça-feira, decidiu atribuir o prémio por unanimidade a Maria Irene Ramalho, “pelo seu contributo para o incremento do diálogo entre a literatura portuguesa e as literaturas Anglo-Saxónicas e em geral pela internacionalização da literatura portuguesa”.

Maria Irene Ramalho, também conhecida como Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, é professora catedrática jubilada da Secção de Estudos Anglo-Americanos do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde foi coordenadora científica dos programas de doutoramento em Estudos Americanos, Maria Irene Ramalho é, desde 1999, “international affiliate” do Departamento de Literatura Comparada da Universidade de Wisconsin-Madison, onde leciona regularmente como professora visitante.

“Para mim, este prémio representa uma grande honra, que me regozija. Fico muito feliz por ficar em companhia de todos os que já receberam esta distinção antes de mim”

referiu Maria Irene Ramalho, à Agência Lusa.

O júri do Prémio Literário Vergílio Ferreira 2024 foi presidido pelo professor da Universidade de Évora Antonio Sáez Delgado, acompanhado dos docentes universitários Joana Matos Frias, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, António Apolinário Lourenço, da Universidade de Coimbra, Elisa Nunes Esteves, da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, e do crítico literário Ricardo Viel.