UM FILHO QUE DESENHA POR JOSÉ LUÍS PEIXOTO
Pedia-me sempre as canetas mais finas. Eu ainda não precisava de óculos para ver os desenhos que fazia no interior de outros desenhos, detalhes emaranhados e ínfimos. Em papelarias, quando lhe comprava as canetas, tomavam-me por profissional. Essa parecia ser a razão evidente para pedidos tão específicos, os bicos mais finos, o ar de entendido. …
