Ricardo Neves Neves

Natural de Quarteira, no Algarve, Ricardo Neves-Neves ruma a Lisboa com 18 anos. Integra a Escola Superior de Teatro e Cinema e começa a encenar ainda estudante. Cedo percebeu que queria mais para além do trabalho de ator. “Quando imaginava espetáculos e peças de teatro, não me via lá, via outras pessoas, estava sempre numa perspectiva de espectador e o mais perto do espectador que existe no teatro é o encenador. O meu imaginário tocou sempre no teatro”.

Swimming Pool Party, Teatro Variedades, Parque Mayer, 2024

Filipe Vargas, bastidores da peça Noite de Reis, Teatro da Trindade, 2023.

Mais tarde, funda a companhia Teatro do Eléctrico, da qual é diretor artístico. Ao longo dos anos, encena e escreve inúmeras peças e ganha vários prémios, como por exemplo o Prémio Revelação na categoria Teatro da Fundação Calouste Gulbenkian (2015) ou o Prémio Autores (2021), atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Manuel Marques, na peça Entraria Nesta Sala, Teatro Variedades, Parque Mayer, 2024

“Na criação de um espetáculo existe um trabalho de estudo e construção consequente do que é imaginado, que acontece ainda antes do início dos ensaios. Tem de haver um trabalho de compromisso entre aquilo que é a característica da equipa, os pontos fortes, e, tem de se usar a força maior de cada pessoa na relação com o espectáculo. Às vezes pode até ser contraditório com a nossa primeira ideia, mas vamos fazendo ajustes.

Temos que perceber nas audições que matéria de trabalho temos, qual é o impulso criativo das pessoas, e gerir essa matéria. É o barro com que trabalhamos”.

Ricardo Neves Neves

Marco Delgado, bastidores da peça Noite de Reis, Teatro da Trindade, 2023

RICARDO NEVES NEVES NO A CULTURA

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