
Guimarães, cidade do Norte e berço de Portugal, foi Capital Europeia da Cultura em 2012 e, no ano seguinte, Cidade Europeia do Desporto, demonstrando, entre outros pontos, uma nova faceta de usufruto das suas magníficas áreas verdes, com enfoque na promoção da saúde e do bem-estar, incrementando a qualidade de vida de todos.
A par da valorização da sua História e da cultura, Guimarães também tem sabido valorizar os seus recursos naturais, sendo o seu património natural único, com uma cobertura arbórea extensa, que representa cerca de 18 por cento da sua área urbana. Todos os anos, centenas de árvores autóctones como o carvalho-alvarinho, o medronheiro, ou o freixo, são plantadas pelos cidadãos e empresas, ao abrigo do programa Guimarães Mais Floresta. Corredores verdes e azuis reforçam a conectividade entre os diferentes espaços e asseguram importantes funções ecossistémicas, promovendo a biodiversidade local, o arrefecimento urbano e a mobilidade suave entre espaços, com o mapa verde a identificar inúmeros locais, no qual o verde e o azul se conjugam em plena harmonia.

Da colina sagrada até ao Monte Latito, onde o imponente castelo se apresenta circundado por uma imensa área verde certificada, do teleférico até à montanha da Penha, no centro, passando por um dos maiores exemplos de adaptação às alterações climáticas, as bacias de retenção, muitos são os locais para passear pela natureza. São também exemplo disso o parque da cidade desportiva com os seus prados floridos, a Ribeira Costa/Couros, pela ecovia por entre campos agrícolas até à da Veiga de Creixomil, que é uma das mais importantes zonas húmidas de Guimarães, onde fauna e flora vivem em harmonia, muitos são os locais para passear pela natureza. Também há lugar para uma das mais importantes manifestações de agricultura de proximidade, com mais de 500 talhões, que demonstram o quão importante é, na cultura vimarense, ter uma horta.
Por: ISABEL LOUREIRO, DALILA SEPÚLVEDA E FRANCISCO CARVALHO. Ilustração JOÃO BETTENCOURT BACELAR


