Por Susana Jacobetty. Fotografia João Bettencourt Bacelar
A maior exposição realizada até hoje sobre Gil Vicente, Portugal e Espanha nos primórdios do Teatro Europeu, estará patente no Museu Nacional do Teatro e da Dança até 28 de Março de 2024.


Abílio de Mattos e Silva
Desenho para cenário para a ópera, de Gil Vicente, 1956

ente e autores coevos, num percurso que nos conduz a uma época de descobertas e nos impele, também à exploração de um futuro a construir, num movimento múltiplo de reconhecimento e de reafirmação de valores a preservar”.

Programa para o espetáculo do V.Centenário de Francisco Ribeiro
S.N.I. – Secretariado Nacional de Informação 1965. Museu Nacional do Teatro e da Dança (MNT 210949)
A exposição, amplamente abrangente e transversal com uma clara intenção de um enquadramento histórico, ocupa todos os pisos e salas do museu e conta com mais de 450 objetos, como livros, pinturas, fotografias, figurinos, ilustrações, etc. Está dividida por tipologias de peças de Gil Vicente, como farsas, comédias, tragicomédias e monólogos, caracterização do que podia ser a corte na época, o factor religioso, entre muitos outros aspetos.



Trono do primeiro teatro gravado pela RTP, onde o ator Ruy de Carvalho o Vaqueiro, no Auto da Visitação.

Fotografia da recriação de como poderia ter acontecido a cena em que Gil Vicente terá representado o Auto da Visitação à rainha D. Maria, na casa do escultor António Teixeira Lopes, em Vila Nova de Gaia no ano de 1912, com enecenação de Afonso Lopes Vieira.

Desenho de cenário para o espetáculo Monólgo do Vaqueiro, de Gil Vicente, encenação de Francisco Ribeiro. Teatro do Povo 1936 . Museu Nacional do Teatro e da Dança

Figurino para o espetáculo Auto da Alma, de Gil Vicente, encenação de José Almada Negreiros. Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro . Museu Nacional de arte Contemporanea

Figurino para o espetáculo Auto da Alma, de Gil Vicente, encenação de José Almada Negreiros. Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro . Museu Nacional de arte Contemporanea

Figurino para o espetáculo Auto da Alma, de Gil Vicente, encenação de José Almada Negreiros. Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro . Museu Nacional de arte Contemporanea




Em Portugal, as peças de Gil Vicente mais representadas são o Auto da Barca do Inferno, o Auto de Inês Pereira e o Auto da Índia, em Espanha é a tragicomédia de D. Duardes, talvez porque para além de ser considerada uma peça perfeita, foi originalmente escrita em espanhol.




Este livro, pertencente ao acervo da biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, mostra a censura praticada pela inquisição. Esta peça de Gil Vicente foi proibida e não se podia ler sem licença.















Teresa Milheiro, marionetas da série #Passagem para um outro lado” 2004-2008. Coleção particular.

Gil Vicente, que se pensa ter nascido em Guimarães por volta de 1465 e partido em 1536, foi dramaturgo e poeta e, o maior representante da literatura renascentista no nosso país. Autor de mais de quarenta peças, é hoje considerado o fundador do teatro em Portugal.




