A Exposição As Mulheres de Maria Lamas inaugura amanhã no Átrio da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian e estará patente até dia 28 de Maio.

Jovem mãe da Castanheira, 25×20 cm, Serra da Estrela, 1948-1950, Maria Lamas, coleção privada
Descrição em “As Mulheres do meu país”:Jovem mãe da Castanheira, serra da Estrela. Tem vinte e um anos e este é o seu primeiro filho. O marido é caseiro, filho de caseiros; ela própria nasceu na serra e trabalha na lavoura desde pequenina. A maneira de pôr o xaile e de segurar com ele a criança é característica, não só daquela região, mas de quase todas as aldeias portuguesas. Também o lenço solto, sobre a cabeça, com as pontas atiradas para trás, é uma nota muito típica do vestuário das camponesas, nos momentos de folga. A casa que se vê ao fundo- a única, naquelas redondezas, que não é coberta de colmo, mas sim de zinco- destinava-se a posto de ensino. mas é atualmente utilizada como celeiro, porque o posto fechou, por falta de frequência. Esta fotografia, feita no tempo das colheitas, reproduz o ambiente das eiras, com os montes de palha de centeio, que ficaram depois das malhas.

Maria Lamas, Lisboa, 1931, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

Imagem: Exposição As Mulheres de Maria Lamas, Fundação Calouste Gulbenkian.
“Com 7 anos de idade, esta pequenita do Castelo do Neiva parece uma mulherzinha e trabalha como tal. Ficou assustada quando a fotografaram”.

A joeirar centeio, 25×20 cm, Maria Lamas, 1948-1950.
Descrição em “As Mulheres do meu país”: Esta rapariga do Covão da Ponte, região de Manteigas, em plena serra da Estrela, está a joeirar centeio, da pequena colheita da sua família, numa eira improvisada num terreiro em frente da sua casa. Para facilitar esta tarefa, extremamente fatigante, visto ser necessário aguentar e agitar constantemente a joeira, cheia de cereal, é costume apoiarem-na sobre um pau, como se vê na fotografia. A manta que está no chão é de farrapos, tecida na região.






Imagens: Exposição As Mulheres de Maria Lamas, Fundação Calouste Gulbenkian.


