Alter Real

A Universidade de Évora tem, desde novembro de 2016, um protocolo de colaboração com a Companhia das Lezírias, SA, que envolve a permanência da universidade na Coudelaria de Alter.

A Coudelaria de Alter foi fundada em 1748, sendo a coudelaria mais antiga do mundo a funcionar ininterruptamente no local de origem. Situada na Tapada do Arneiro, é ao Rei D. José I que é atribuído o grande mérito da sua estruturação e implementação. Desde 2013, é gerida pela Companhia das Lezírias, SA, por delegação de serviço público, sendo responsável pela preservação do património genético animal da raça lusitana, quer na linha genética da Coudelaria Nacional quer na linha Alter Real.

É da Coudelaria de Alter que são oriundos todos os cavalos que integram a Escola Portuguesa de Arte Equestre, um ponto de atração turístico imperdível na nossa capital. A Coudelaria de Alter possui ainda uma equipa de competição na modalidade de ensino, atualmente constituída por três cavaleiros e cerca de dez cavalos. Destaque para o facto de existirem neste momento nas boxes do Pátio D. João VI seis cavalos – Beirão, Coronel, Douro, Fevereiro, Joba II e Jockey – a competir no nível mais alto da disciplina, o grande prémio. O protocolo com a Universidade de Évora nasce de um desejo mútuo de colaboração entre as duas instituições. Para a Universidade de Évora, constitui uma oportunidade única para o mestrado integrado em Medicina Veterinária, no que concerne o ensino prático nas áreas da clínica, reprodução e produção de equinos, sendo a única universidade do país que consegue, através da deslocalização de pequenos grupos de alunos, garantir o ensino prático em contexto real de uma coudelaria. No que à Coudelaria de Alter diz respeito, este protocolo permite a existência permanente de uma equipa médico-veterinária, possibilitando a prestação dos serviços de rotina, mas também nas várias áreas de especialidade como a reprodução, cirurgia, ortopedia e diagnóstico por imagem. A existência de uma estrutura hospitalar, com sala de cirurgia e internamento e de uma unidade de reprodução, equipadas para a aplicação de biotecnologias variadas, permitem aos alunos a realização de aulas práticas de qualidade e, simultaneamente, a prestação de serviços clínicos de medicina geral e das várias especialidades.

Atualmente, pastam na Tapada do Arneiro cerca de 300 animais da linha Alter Real e 50 da Coudelaria Nacional, das raças Lusitana, Árabe e Sorraia. É da Coudelaria de Alter que são oriundos todos os cavalos que integram a Escola Portuguesa de Arte Equestre, um ponto de atração turístico imperdível na nossa capital. A Coudelaria de Alter possui ainda uma equipa de competição na modalidade de ensino, atualmente constituída por três cavaleiros e cerca de dez cavalos. Destaque para o facto de existirem neste momento nas boxes do Pátio D. João VI seis cavalos – Beirão, Coronel, Douro, Fevereiro, Joba II e Jockey – a competir no nível mais alto da disciplina, o grande prémio. O protocolo com a Universidade de Évora nasce de um desejo mútuo de colaboração entre as duas instituições. Para a Universidade de Évora, constitui uma oportunidade única para o mestrado integrado em Medicina Veterinária, no que concerne o ensino prático nas áreas da clínica, reprodução e produção de equinos, sendo a única universidade do país que consegue, através da deslocalização de pequenos grupos de alunos, garantir o ensino prático em contexto real de uma coudelaria. No que à Coudelaria de Alter diz respeito, este protocolo permite a existência permanente de uma equipa médico-veterinária, possibilitando a prestação dos serviços de rotina, mas também nas várias áreas de especialidade como a reprodução, cirurgia, ortopedia e diagnóstico por imagem. A existência de uma estrutura hospitalar, com sala de cirurgia e internamento e de uma unidade de reprodução, equipadas para a aplicação de biotecnologias variadas, permitem aos alunos a realização de aulas práticas de qualidade e, simultaneamente, a prestação de serviços clínicos de medicina geral e das várias especialidades.

Fotografia Helena Guimarães

Fotografia Helena Guimarães

No que concerne à investigação, a existência deste “laboratório vivo” é uma vantagem única quer para os investigadores quer para os criadores e técnicos de produção, garantido a realização de estudos inovadores, mas, permitindo, em simultâneo, a transferência de conhecimento prático e inovador ao setor da produção equina nacional e internacional. Na realidade, esta investigação aplicada só é possível com estas condições e número de animais, o que permite, quer à universidade quer à Coudelaria de Alter, dar uma resposta aos criadores, testando e propondo soluções validadas cientificamente e que permitem o desenvolvimento da produção equina. Os vários estudantes de mestrado e doutoramento que passam pela coudelaria atestam a relevância científica desta parceria, na qual a colaboração da Câmara Municipal de Alter do Chão tem sido fundamental.

Fotografia Patrice Gueritot